Os efeitos de certos compostos orgânicos voláteis (COVs) na saúde de animais e humanos está bem estabelecida na literatura de toxicologia. Contudo, níveis de contaminantes suspensos no ar que são seguros para adultos e animais maduros (algumas microgramas por metros cúbicos) parecem ser tóxicos a nível celular. Apresentamos abaixo resumos de várias investigações que examinaram a relação entre os contaminantes moleculares suspensos no ar em laboratórios de Fertilização In-Vitro (FIV), a viabilidade de culturas de células e esforços bem sucedidos de reprodução assistida.
1) Cohen, J. et. al., “Opinion: Ambient Air and its potential effects on conception in-vitro”, Hum. Reprod., (12) 1742-1749, 1997. (Em português, "Opinião: Ar Ambiente e seus potenciais efeitos na concepção in-vitro")
Essa discussão explora o impacto potencial de várias fontes interiores de COVs no ar de laboratórios FIV. Os autores observaram que as investigações toxicológicas tradicionais se concentravam em organismos diferenciados que são protegidos, em certo grau, por seus sistemas imunológico, digestivo e epitelial. Poucos estudos se aplicavam a oócitos ou embriões de vida livre, onde mecanismos passivos e ativos de absorção são "indiscriminados". As fontes de contaminantes moleculares suspensos no ar de laboratórios FIV citados incluiam contaminantes "traço" em ar comprimido e gases envazados; desprendimento de gás (“outgassing”) de incubadoras, placas de Petri de plástico e material de laboratório; sorção, partição e dessorção de fluidos ordinários no laboratório (p. ex.: água, óleo mineral); desprendimento de gás de equipamento médico e eletrônico; produtos de limpeza, ceras para piso e desinfetantes; gases anestésicos; refrigérios de ar condicionado; materiais de construção do prédio, carpete e tinta. Fontes exterirores de poluentes suspensos no ar incluem emissões de veículos e de indústrias, incineração e queimadas na época de colheita. Um número de COVs e compostos moleculares suspensos no ar específicos foram analisados e identificados no ar do laboratório.
Observação: O artigo acima e outras informações correlatas podem ser obtidas no seguinte endereço: www.ivfonline.com/User/Newsstand/research.aspx
Nesse primeiro de vários trabalhos, procurou-se por relações entre níveis de partículas e vapores orgânicos com a pré-implantação embriogêncica e os índices de implantação. Os autores selecionaram duas empresas independentes e certificadas para coletar e analisar as amostras de ar das áreas clínicas e laboratoriais. Os observadores independentes avaliaram todos os procedimentos realizados nas instalações, incluindo as taxas de fertilização, a morfologia de zigotos e embriões e os índices de implantação. Os autores então empregaram um design experimental retrospectivo para explorar o papel que os constituintes do ar ambiente exerceram na toxicologia de pré-implantação durante um período de estudo de doze meses.
Os pesquisadores descobriram que todas as áreas nos limites do laboratório FIV e salas de procedimentos associadas cumpriam os requisitos NEBB para uma sala limpa classe 100. Todavia, os índices de implantação foram significantemente mais baixos durante os três meses do “trimestre de teste” 3 (TQ3), correspondendo a um nível de cerca de 2 ppb (partículas por bilhão) de tolueno em quase todo o prédio. No trimestre seguinte, os níveis de tolueno desceram a níveis abaixo dos limites detectáveis (cerca de 0,1 ppb) e os índices de implantação retornaram a níveis similares àqueles dos primeiros dois trimestres.
3) Worrilow, K.C., Huynh, et. al., ”A retrospective analysis: Seasonal decline in implantation rates and its correlation with increased levels of volatile organic compounds.”, Fertility and Sterility, (78), Suppl. 1., p. S-39, abstract #O-101, September 2002. (Em português, “Uma análise retrospectiva: O declínio sazonal em índices de impantação e sua correlação com níveis mais altos de compostos orgânicos voláteis.”)
No ano seguinte, os autores relataram que sua contínua análise retrospectiva de 26 meses de operação havia detectado uma potencial relação sazonal entre períodos de elevada temperatura exterior e alta umidade relativa com níveis elevados do composto orgânico volátil tolueno. Eles relataram que um segundo período trimestral (TQ8) havia exibido níveis levemente elevados de tolueno (interior e exterior), juntamente com uma diminuição correspondente nos índices de implantação. Durante o trimestre seguinte, os níveis exteriores de temperatura, umidade e tolueno decaíram todos, e os níveis correspondentes de implantação novamente retornaram a seus níveis “normais”. Os autores levantaram a hipótese de que a elevação da temperatura e umidade exteriores sazonais do verão podem ter dado início à dessorção de COVs presos às fibras de carvão ativado instaladas no sistema de ventilação do laboratório. Além disso, essas mudanças sazonais podem ter reduzido a eficiência do nível de adsorção do sistema.
4) Um terceiro trabalho nessa série, apresentado no Outono de 2004, relata os aperfeiçoamentos introduzidos nas operações dos laboratórios FIV que resultaram em um aumento dramático nos índices de gravidez clínica. Por favor, volte a esse site para procurar pelo resumo desse trabalho após sua publicação.
Observação: A pesquisa dos trabalhos citados acima foram conduzidas nas instalações ultralimpas do laboratório localizado no Hospital & Rede de Saúde de Lehigh Valley em Muhlenberg, no estado da Pensilvânia nos Estados Unidos. O ar limpo e livre de contaminantes do seu laboratório é um dos fatores-chave citados pelos especialistas em fertilidade de seus índices mais altos de êxito em gravidez e bebês saudáveis em comparação com instalações LIV tradicionais.


